GUERRA


“Matei 255 pessoas no Iraque” – afirmou orgulhosamente Chris Kyle, o atirador mais famoso do exercito americano. Ele não se arrepende do que fez, porque acredita que Deus lhe deu essa missão. No seu livro American Sniper (Atirador americano), Kyle chaga a dizer que “Deus soprou” uma bala que matou homem que estava a 2.100 metros dele. A obra polêmica trouxe à tona uma velha questão: O cristão deveria combater em guerras e participar de outras atividades típicas do serviço militar? Separamos três posições sobre o assunto.
Não
Para alguns religiosos, o serviço militar é totalmente incompatível com os ensinamentos do cristianismo, porque representa os interesses do governo dos homens e não do reino de Deus. Assim, além de não prestarem o Serviço Militar Obrigatório (que exige porte de armas), também procuram evitar o Serviço Cívico Alternativo Obrigatório (atividades burocráticas e/ou comunitárias), o temido alistamento aos 18 anos. Esse grupo, as Testemunhas de Jeová, também se recusa a jurar à bandeira e a portar armas.
Sim
Há os que consideram uma honra servir nas forças armadas. Afirmam que o cristão deve ser submisso às leis de seu país. Segundo eles, em caso de convocação para a guerra, os cristãos devem participar com o desejo de fazer o bem. Devem ir com o coração cheio de amor pelos adversários. Assim, se precisarem derramar sague de outro, isso não será considerado pecado. Essa é a posição da igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, os mórmons.
Depende
Há cristãos que reconhecem a necessidade de se pagar tributos e respeitar o poder civil, como prescreve o Novo Testamento, mas evitam toda participação em ações de guerra e derramamento de sangue. Esse grupo, conhecido como não combatentes, não se opõe ao Serviço Militar Obrigatório e, em caso de convocação para a guerra, recomenda a prestação de serviços alternativos, como, por exemplo, atividades de primeiros socorros. Assim pensam os Adventistas do Sétimo Dia.